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Bruno Érnica

Ó, não sei bem por onde começar, mas acho que a gente devia viver junto.
É, junto, do tipo pra sempre, sabe Por que isso agora Ah, acho que a gente junto dá mais certo do que separado.
Junto não tem essa de horário pra chegar.
A hora que chego é quando abro os olhos pela manhã e já tô do seu lado, e a maior distância entre a gente não é um ônibus e um metrô, é um abraço.
Se a gente vivesse uma só vida, você não me ligaria pra perguntar se vou almoçar com você ou não, pois provavelmente já estaríamos indo juntos ao mercado comprar macarrão e queijo gorgonzola pra fazer o meu prato de praxe.
Se a gente já estivesse pra sempre num mesmo lugar, não ia ter essa de ficar pensando em programação pra ocupar o tempo.
Se quiséssemos ver um filme no computador deitados na cama, ir ao cinema, dar uma volta na Augusta ou tirar um daqueles cochilos no meio da tarde (que eu odeio), bastaria fazer.
Se eu e você fossemos a gente, a expectativa do fim de semana se transformaria na do fim do dia, enquanto um espera o outro chegar do trabalho para ter um daqueles momentos que só precisam acabar com o amanhã.
Se a nossa rotina fosse somente uma, não ia ter problema de você ficar na sala jogando videogame enquanto escrevo esse texto, porque teríamos tantos momentos a dois que ser um só por um momento valeria o esforço.
Eu queria que a gente vivesse junto para encurtar a saudade, aumentar os momentos, reduzir a separação, prolongar o amor e não para sermos um só, porque já somos.

Não preciso dizer “eu te amo”.
Eu meio que já faço isso quando o meu primeiro ato ao acordar é te mandar mensagem.
Se eu acordei pensando em você, só pode ser amor.
Digo “eu te amo” com outras palavras quando passo para te buscar no trabalho de surpresa, sugerindo ir ao seu restaurante favorito ou simplesmente te acompanhando até sua casa.
Não digo “eu te amo”, mas digo o que você pode fazer numa situação chata em seu trabalho ou com a sua família, já que você não consegue pensar direito no melhor caminho a seguir.
Ao invés de falar “eu te amo”, passo na sua casa todo dia à noite para falarmos exatamente o que já falamos no decorrer do dia, da semana, do mês ou do ano, pois sei que amar é redundância e estar apaixonado é pleonasmo.
Substituo um “eu te amo” com beijos antes de abrir os olhos, dormir de conchinha, carinho na cabeça e pernas sobre pernas.
Falo “eu te amo” quando sugiro uma viagem em cima da hora, ajuda para fazer compras e opiniões sobre roupas que você deve comprar ou não.
Prefiro rir junto com você de uma piada boba e forçada feita após um longo silêncio do que um simples “eu te amo”.
Ofereço ficar na cama contigo por mais duas horas, mesmo com fome, só pelo prazer de estar em sua companhia, no lugar de um “eu te amo”.
Gosto mais de te ajudar quando você não sabe qual remédio tomar para a garganta ou quando precisa de companhia para o médico do que falar um “eu te amo” solto, sem graça.
Em um “eu te amo” o amor cabe uma única vez.
Mas o amor cabe inúmeras vezes em atos de afeto.
Troco um milhão de “eu te amo” por atitudes, porque eu amo você.