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"Penumbra constante, dissipando a memória, sugando as esperanças, desafiando os sonhos bons. Abismo de ilusões, buraco negro de situações errôneas e obscuridade leviana. Neblina negra que obstrui o elemento "força de vontade" e incendeia a serenidade."
Escrevi este verso em uma capa de livro há alguns anos, lendo o hoje, percebo que minha opinião não mudou uma vírgula sequer. O amor é aquela praga que infesta plantações, corrói folhas, apodrece as raízes da sanidade. É aquele relógio parado. Agoniante. Felicidade provisória tal qual egoísmo é o vírus expansivo pertinente. Cada gota do temporal é uma lembrança e cada dose é uma ressaca de recordações. Amor é aquela religião inventada pelos fracos, de auto confiança escassa, incapazes de sustentar se em seu próprio eixo. Se fosse algo bom, nasceríamos costurados em nossa alma gêmea, usaria se rédeas e grilhões. Entretanto, veja bem, num sopro de bom senso, obtém se o direito de escolha, constando que seguir em frente é sim opcional.
Perder se em um vício ou aliar se à ele Eis a questão.
Ser uma pseudo escritora falida levava me a flertar com o garçom do bar toda sexta à noite. Enquanto servia me, imaginava quantos desgraçados ele conhecida todos os dias, se era alcoólatra ou procurava libertinagem a cada noitada.
"Eu deveria trabalhar num lugar assim." Pensei.
Meus versos de falso amor para uma pessoa falsa de nada valiam, todavia um depósito de destilados me cairia bem. Pelo menos em algo bom isto é lembrado, neste mundo tão vasto, existem mais órgãos compatíveis do que pessoas adaptáveis. Dissimular sobre estes assuntos tão moralistas era como repelir qualquer tipo de bons fluídos, estes que ainda compõe uma pequena parte do mundo. Ao invés que aumentar minha capacidade filosófica, envelhecia me uns 20 ou 30 anos. Eu não deveria ficar tão surpresa com essas situações que encontram se em constantes modificações. Sentimentos se perdem quando a consciência é imposta.
Cada segundo passado pelo ponteiro do relógio incita teu nome, porém eu o enfrento, desafiando o estado inerte de minha alma. É revigorante. Ao invés de um surto, trepidando me emocionalmente, sento diante de minha velha máquina de escrever, desenvolvendo a crônica mais ingênua possível e parando bruscamente no clímax, aquele onde decidistes atravessar porta à fora, deixando me sem ao menos um tostão de felicidade. Tão clichê. Outra tentativa. Flagrei me mais uma vez ironizando os fracos sentimentalistas que por aí estão. Sentia me um pouco mais contente. Sentia a onda forte de hipocrisia inundando meus limites e expondo feridas adormecidas. Sensação vaga essa. Nada que uma sutura de alegrias momentâneas não resolvesse. Por ora.."