Frases.Tube

Andrê Gazineu

"Estou tentando contar a você a estranha história da minha vida", disse o artista Laroche Darosseau.
"Não sei ao certo o quanto eu quero que todos saibam, mas tudo vai ser dito".
Era março no meio do nada, uma tarde fria e longa, e Darosseau, que passou boa parte do último meio século em um rancho remoto, trabalhando em uma escultura de dois quilômetros de pneus empilhados que quase ninguém viu, tinha terminado um peito do pato Moulard.
Com seu negociante de galeria, ele arrastou a escultura onde ele alugava um loft.
Ele tem oitenta e dois anos, e andar lhe dói.
Respirar, também.
Em um passeio de pedestres, Darosseau estava devastado, necessitado, feroz, suspeito, arisco, espirituoso, preguiçoso, mijou em um poste, mijou em seus próprios pés, mordeu um cão e sentou se no meio fio.
Ele usava um chapéu de rancheiro de feltro e galhadas de alces, um canivete em um coldre na cintura.
Estava com um sorriso vago e sugestivo em seus lábios, "te assusto, batuta ".
Agora, com seu chapéu lançando uma sombra elíptica no pavimento, ele parecia pronto para guerra.
Olhou para os apartamentos ao redor e vomitou.
Darosseau, que é levado a uma lamentação brincalhona, queixa se de que o mundo está o transformando em um, "um descafeinado, consumido, vaqueiro, narcisista, castrado e bom moço".
Ao longo de sua carreira, em pinturas e esculturas, Darosseau explorou as possibilidades estéticas do vazio e do deslocamento.
Seus vazios têm recriado a arte.
O vazio tem sido uma constante.
"Eu decidi não olhar para ele."
Ele parece vazio.
Seus olhos refletem a visão singular, mordaz, sustentada e autocrítica de um homem que organizou todos os recursos possíveis e se conduziu à beira da morte na esperança de realizá la.
"Toda arte que faço é lixo.
Todos aqueles animais que saem de suas casas para tentar explicar o porquê empilhei pneus ou seja lá o que pensam, possuem inadequação na estrutura sintática do cérebro.
Fiquem em suas casas."
A conversa girou para a segurança cibernética nas notícias por horas.
Laroche Darosseau está cansado.
Laroche Darosseau está morto.

"Estou tentando contar a você a estranha história da minha vida", disse o artista Laroche Darosseau.
"Não sei ao certo o quanto eu quero que todos saibam, mas tudo vai ser dito".
Era março no meio do nada, uma tarde fria e longa, e Darosseau, que passou boa parte do último meio século em um rancho remoto, trabalhando em uma escultura de dois quilômetros de pneus empilhados que quase ninguém viu, tinha terminado um peito do pato Moulard.
Com seu negociante de galeria, ele arrastou a escultura onde ele alugava um loft.
Ele tem oitenta e dois anos, e andar lhe dói.
Respirar, também.
Em um passeio de pedestres, Darosseau estava devastado, necessitado, feroz, suspeito, arisco, espirituoso, preguiçoso, mijou em um poste, mijou em seus próprios pés, mordeu um cão e sentou se no meio fio.
Ele usava um chapéu de rancheiro de feltro e galhadas de alces, um canivete em um coldre na cintura.
Estava com um sorriso vago e sugestivo em seus lábios, "te assusto, batuta ".
Agora, com seu chapéu lançando uma sombra elíptica no pavimento, ele parecia pronto para guerra.
Olhou para os apartamentos ao redor e vomitou.
Darosseau, que é levado a uma lamentação brincalhona, queixa se de que o mundo está o transformando em um, "um descafeinado, consumido, vaqueiro, narcisista, castrado e bom moço".
Ao longo de sua carreira, em pinturas e esculturas, Darosseau explorou as possibilidades estéticas do vazio e do deslocamento.
Seus vazios têm recriado a arte.
O vazio tem sido uma constante.
"Eu decidi não olhar para ele."
Ele parece vazio.
Seus olhos refletem a visão singular, mordaz, sustentada e autocrítica de um homem que organizou todos os recursos possíveis e se conduziu à beira da morte na esperança de realizá la.
"Toda arte que faço é lixo.
Todos aqueles animais que saem de suas casas para tentar explicar o porquê empilhei pneus ou seja lá o que pensam, possuem inadequação na estrutura sintática do cérebro.
Fiquem em suas casas."
A conversa girou para a segurança cibernética nas notícias por horas.
Laroche Darosseau está cansado.
Laroche Darosseau está morto.