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Nathalia

“Cá estava ela, novamente, com um sorriso fingido e olhos avermelhados.
Dizia ser o sono que a deixou assim, mas na verdade, não foi bem isso.
Estava sentada no chão, não se sabe o porquê, mas estava ali, no canto da sua cama, olhando pra fora dê sua janela.
Olhava, olhava, e olhava, não se sabe muito bem porque ela estava ali, só estava com os olhos vermelhos, e olhando fixo para o céu.
Pedia pra sua dor ir embora, e levar de vez, todas as suas lembranças.
Aquelas lembranças ruins que ela guardava consigo.
Já não tinha mais forças para nada, se levantar talvez fosse uma péssima opção, já que a sua vida estava tão tediosa, tão sem graça.
Com os olhos cheios de lágrimas, se levantava da sua cama, e seguiu em frente.
Conseguia se tornar um grande personagem, onde ela mesma havia criado.
Usava então, uma capa, pra ninguém notar te.
Pra ninguém conseguir notar, o quanto era frágil aquela menina.
Criou então, uma armadura, onde ninguém conseguia ver o que ela realmente sentia, o que ela escondia através do seu sorriso, tão fingido e fútil.
As palavras mal conseguiam sair, quando alguém olhava fundo em seus olhos e perguntava se estava bem mesmo, mas como sempre, ela dizia que estava.
Por ser durona demais, achava melhor assim, ter que falar que estava bem, só pra não desabar diante das pessoas.
E usar aquele personagem que criaste, talvez iria distanciar algumas pessoas que só queriam faze lá sofrer.
Que só queria machucar aquele pobre coração, tão inocente.
Dentro de sua cabeça, era uma tremenda confusão.
Lia coisas que a machucavam, e para os outros, poderia ser algo fútil, mas para ela, isso acabava com o seu dia.
Aquela garota, escondia de si mesma o desejo de ser feliz, de conseguir sorrir de verdade.
De arrancar de vez aquele personagem, onde criaste pra ninguém a machucar.
Talvez precisasse de alguém, que se importasse de verdade, e fizesse ela se sentir a “única” em sua vida.
Pobre, garota.
Se isolava se de tudo, e ninguém conseguia notar, o quanto estava mal.
O que ela queria mesmo, era parecer o forte para as pessoas, e assim, todos saberiam o quanto aquela garota não podia ser machucada, mas não era bem assim.
Aquela menina, já tinha se machucado muito, e então chorava, mas chorava sozinha.
Pra ninguém ver, pra ninguém perguntar o que ela estava sentindo.
Já era de costume, ela fingir estar bem.
Abria um sorriso e seguia para mais um dia onde teria que esconder aquilo o que estava sentindo, não era isso o que ela queria, mas mesmo assim, fingiu estar bem.
Só precisava de um “porto seguro”, onde iria ter com quem desabafar.
E finalmente, falar tudo o que estava sentindo.”