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Teresa Gouvea

Quando alguém se despede: o vaivém da vida
Acordo.
Um dia chuvoso, daqueles melancólicos.
Alguém parte, não porque o dia tá estranho, mas porque a vida tem esse vai e vem.
A casa fica ali, aguardando as despedidas, os desenlaces de todas aquelas coisas que nos dizem quem somos, não pelos seus valores materiais, mas pelas cores e flores que usamos, pelas músicas que ouvimos e os livros que lemos.
Detalhes, que falam sobre quem somos, aguardam outros destinos, outras mãos, outros olhos Nós, ficamos por aqui, seguindo.
Inicialmente uma saudade que faz irmandade com feridas abertas, sangra, lateja e arde.
Porque somos humanos nos apegamos, choramos, escondemos aqueles lenços brancos das despedidas, ficamos de mal com o sol, a lua e as estrelas.
Fazemos pouco caso da comida, do banho, do sono.
Porque amamos de um jeito que sempre quer mais demoramos a entender que alguém tão querido não entrará mais pela porta Os dias seguem e nós seguimos com eles, procurando paz na dor, ternura na saudade.
Os dias seguem e nossa dor pede alívio, não porque seja fácil, apenas é necessário.
E aí a gente se inventa pra ter paz por aqui e dar paz a quem se foi.
A gente se inventa porque partidas pedem chegadas, pedem olhos para aquelas coisas que não enxergávamos, estranhamente a vida fala através da morte, percebemos que vivemos porque alguém se despede.
A gente se reinventa nos detalhes, percebe que a vida acontece nas miudezas, que o muito reside no pouco.
Aí a gente abre a porta, sabendo que alguns amores não chegarão, abre para que entre vida na nossa vida e se, indiferentes ao vaivém da vida, não percebemos que é preciso e necessário seguir o sol se esconde, as flores não brotam, a brisa não toca nosso rosto deixamos lado o café e as conversas longas, os abraços e o amor destinados a quem pernoita com a gente, aquelas pessoas que ainda fazem pouso em nosso coração.
Que alguém muito maior nos dê a dimensão do nosso tamanho pra que as coisas que ficam tenham e mereçam ser olhadas pelo tamanho que são, assim, nossas estações de parada serão abraçadas simplesmente porque é bom parar por ali, assim, lugares não tão bons serão tratadas como pontes para chegarmos a lugares muito melhores

Quando alguém se despede: o vaivém da vida
Acordo.
Um dia chuvoso, daqueles melancólicos.
Alguém parte, não porque o dia tá estranho, mas porque a vida tem esse vai e vem.
A casa fica ali, aguardando as despedidas, os desenlaces de todas aquelas coisas que nos dizem quem somos, não pelos seus valores materiais, mas pelas cores e flores que usamos, pelas músicas que ouvimos e os livros que lemos.
Detalhes, que falam sobre quem somos, aguardam outros destinos, outras mãos, outros olhos Nós, ficamos por aqui, seguindo.
Inicialmente uma saudade que faz irmandade com feridas abertas, sangra, lateja e arde.
Porque somos humanos nos apegamos, choramos, escondemos aqueles lenços brancos das despedidas, ficamos de mal com o sol, a lua e as estrelas.
Fazemos pouco caso da comida, do banho, do sono.
Porque amamos de um jeito que sempre quer mais demoramos a entender que alguém tão querido não entrará mais pela porta Os dias seguem e nós seguimos com eles, procurando paz na dor, ternura na saudade.
Os dias seguem e nossa dor pede alívio, não porque seja fácil, apenas é necessário.
E aí a gente se inventa pra ter paz por aqui e dar paz a quem se foi.
A gente se inventa porque partidas pedem chegadas, pedem olhos para aquelas coisas que não enxergávamos, estranhamente a vida fala através da morte, percebemos que vivemos porque alguém se despede.
A gente se reinventa nos detalhes, percebe que a vida acontece nas miudezas, que o muito reside no pouco.
Aí a gente abre a porta, sabendo que alguns amores não chegarão, abre para que entre vida na nossa vida e se, indiferentes ao vaivém da vida, não percebemos que é preciso e necessário seguir o sol se esconde, as flores não brotam, a brisa não toca nosso rosto deixamos lado o café e as conversas longas, os abraços e o amor destinados a quem pernoita com a gente, aquelas pessoas que ainda fazem pouso em nosso coração.
Que alguém muito maior nos dê a dimensão do nosso tamanho pra que as coisas que ficam tenham e mereçam ser olhadas pelo tamanho que são, assim, nossas estações de parada serão abraçadas simplesmente porque é bom parar por ali, assim, lugares não tão bons serão tratadas como pontes para chegarmos a lugares muito melhores