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Adeus

O Adeus !
Quando te deixar por algumas horas,sentirás
a minha ausência e pensarás em mim.
Quando eu me for por alguns dias,te sentirás
inquieta e lembrarás de mim.
Quando eu me for por algumas semanas,
ansiosa aguardarás a minha volta.
Quando eu me for por alguns Meses,sentirás
nostalgía,e uma saudade imensa te deixarás
insatisfeita.
Quando eu me for por um Ano,a angústia e a
ansiedade te farão sofrer.
E quando eu me for para sempre
E quando não mais me ver
Quando eu não mais sorrir para você
Quando não mais tiveres o meu carinho
Quando não mais tiveres o meu Amor
Quando não mais sentires a minha presença
Sofrerás
Então estarás vazia e indiferente
Outra pessoa para ti,será uma simples fuga,
um refúgio,e jamais um amor como o meu.
Quando estiveres só:
lembra te que eu também fiquei na solidão.
Sozinha na solidão poderás imaginar o mais
lindo dos encontros comigo.
Em outra verás minha fisíonomia.
Quando tiveres uma flor entre tuas mãos, não a
destrua,simplesmente lembre que muito te amo..
Quando ouvires nossa melodia,ela será uma linda
Sinfonia eterna.
Quando alguém te beijar as faces,os lábios,
Ou te fizer uma carícia,é sempre um motivo para
Lembrar de mim.
Quando alguém te olhar dentro dos olhos,
Lembra te que muitas vezes te olhei assim.
Quando estiveres com lágrimas nos olhos,
Lembra te que muitas vezes por ti eu chorei.
Quando alguém te amar muito,não esqueça:
Que destruiu meu coração por amar você !
Assim, quando eu me for para sempre,terás
Em tudo a minha presença.
Teu íntimo vazio,terá momentos de nostalgia.
Lutarás contigo mesma,e essa será a pior das lutas.
Você poderá conseguir muito dinheiro,
Mas jamais a satisfação pessoal,e esquecido
Eu não serei por ti.
Serei para ti uma tristeza imensa,e hoje sou uma
Saudade,uma chama quase apagada ..
Amanhã serei brisa e vento,noite e dia,
Eu serei um pouco de tudo para você.
Eu serei o tempo que passou .
Enfim ..
Eu serei a felicidade que você recusou !!!!!

Adeus, meu amor, logo nos desconheceremos. Mudaremos os cabelos, amansaremos as feições, apagarei seus gostos e suas músicas. Vamos envelhecer pelas mãos. Não andarei segurando os bolsos de trás de suas calças. Tropeçarei sozinho em meus suspiros, procurando me equilibrar perto das paredes. Esquecerei suas taras, suas vontades, os segredos de família. Riscarei o nosso trajeto do mapa. Farei amizade com seus inimigos. Sua bolsa não se derramará sobre a cadeira. Não poderei me gabar da rapidez em abrir seu sutiã. Vou tirar a barba, falar mais baixo, fazer sinal da cruz ao passar por igrejas e cemitérios. Passarei em branco pelos aniversários de meus pais, já que sempre me avisava. O mar cobrirá o desenho das quadras no inverno. As pombas sentirão mais fome nas praças. Perderei a seqüência de sua manhã você colocava os brincos por último. Meus dias serão mais curtos sem seus ouvidos. Não acharei minha esperança nas gavetas das meias. Seus dentes estarão mais colados, mais trincados, menos soltos pela língua. Ficarei com raiva de seu conformismo. Perderei o tempo de sua risada. A dor será uma amizade fiel e estranha. Não perceberei seus quilos a mais, seus quilos a menos, sua vontade de nadar na cama ao se espreguiçar. Vou cumprimentá la com as sobrancelhas e não terei apetite para dizer coisa alguma. Não olharei para trás, para não prometer a volta. Não olharei para os lados, para não ameaçá la com a dúvida. Adeus, meu amor, a vida não nos pretende eternos. Haverá a sensação de residir numa cidade extinta, de cuidar dos escombros para levantar a nova casa. Adeus, meu amor. Não faremos mais briga em supermercado, nem festa ao comprar um livro. Não puxaremos assunto com os garçons. Não receberemos elogios de estranhos sobre nossas afinidades. Não tocaremos os pés de madrugada. Não tocaremos os braços nos filmes. Não trocaremos de lado ao acordar. Não dividiremos o jornal em cadernos. Não olharemos as vitrines em busca de presentes. O celular permanecerá desligado. Nunca descobriremos ao certo o que nos impediu, quem desistiu primeiro, quem não teve paciência de compreender. Só os ossos têm paciência, meu amor, não a carne, com ânsias de se completar. Não encontrará vestígios de minha passagem no futuro. Abandonará de repente meu telefone. Na primeira recaída, procurará o número na agenda. Não estava em sua agenda. Não se anota amores na agenda. Na segunda recaída, perguntará o que faço aos conhecidos. As demais recaídas serão como soluços depois de tomar muita água. Adeus, meu amor. Terá filhos com outros homens. Terá insônia com outros homens. Desviará de assunto ao escutar meu nome. Adeus, meu amor.