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Adriana Vargas

Quando pensei que estava salvando sua vida, senti em minhas mãos, as suas, claras, grandes, protetoras Veio ao meu socorro de forma silenciosa, sem que eu precisasse solicitar. Apenas sabia que a vida doía imensamente, um protozoário corroendo por dentro, enquanto todos se ocupavam com seus afazeres. Não sei como, seu coração escutou o lamento tímido, desprovido de fé. Seus fluídos cobriram minha vida, protegendo me de um mal influente. Deixei de ser anjo, e permiti que me cuidasse mediante sua sinceridade e lealdade; diante de seu caráter e boa vontade Tudo lindo, tudo simples, e tão estranhamente propício a encaixe, mesmo que não seja da forma como o mundo espera, mas é da forma como deve ser.
Não há respostas e nem perguntas. A naturalidade faz com que me sinta bem e à vontade, diante dos muitos "nãos" que haverão de contar esta história, que de bela, dispensou palavras e passou a contar os segundos Mesmo sabendo que moramos em mundos diferentes, um encontro seria salutar, porém, sem programação, sem cogitação, sem sonhos, sem promessas, sem metas Um encontro livre, que nem de conhecimento necessita para acontecer.
Você está na outra ponta do sol, enquanto aí quase escurece, o sol ainda brilha nas veredas de cá, e fico imaginando o que deve estar fazendo neste momento Ainda não sabe de sua missão protetora, eu descobri por acaso. Descobri sem querer, mas já desconfiava pelo intenso brilho de seus olhos, naquele corpo quase humano, existia um anjo anônimo. Um anjo que brinca de ser gente, e caminha entre as pessoas como se pudesse macular sua alma Um anjo que sonha e deseja alcançar o que brilha já em sua testa, e ainda não sabe, não pode ver Apenas se beneficia da energia benigna que a ele pertence, mesmo sem querer

Esta força estranha, de uma busca desesperada por algo que tenha cheiro de vida de você.
Não podem entender, nem peço permissão para que se misturam ao meu domínio interior, onde tudo se perde, se inunda em partículas que ainda não se desfizeram Sim, ainda existe por lá, as formas de seus lábios e a sensação de sua voz que trovoa em mim, como se fosse um relâmpago a qualquer momento de meu dia. Percebo os movimentos de sua língua na lembrança viva de um dia que não se acabará. Assim se resume os amores mal resolvidos a eterna memória da única lembrança que tem linda, forte, verdadeira. O coração pede por algo que não voltará, bem o sei. Nas corrotelas de uma vontade sem dono, sem leis, sem dogmas você está. Está, mesmo sem poder, e eu tento explicar para mim, que não é possível, que não pode, que faltam as palavras
A espera é como a de quem morreu na estação, sem dar se conta de sua morte.
A paixão é viva carmim, como algo que pulsa feito sangue num espaço abrangente de meu ser.
Eu não posso esquecer!
As tentativas de substituir os gostos são desastrosas. Outra mão não se encaixa; não dilui. Prendo o ar por dentro para se tornar despercebida minha verdade. Que não é apenas uma palavra, mas algo que cresce e brota mesmo às escondidas.
Estou condenada a morrer te amando.
Estou prestes a pedir a Deus que este trem chegue em outra estação. Noutro lugar, com as mesmas mãos, mesmos toques, mesma voz, mesmo gosto do beijo na chuva, mesmo coração que deixei para você, e o seu, deixado para mim.

Eu ainda penso em você como se pudesse estar aqui. Ainda sonho contigo e com seus olhos expressivos, buscando me meio a sua solidão e desejo de fugir para algum lugar que o faça esquecer de quem é
Ainda sinto vontade de te chamar de amor, porque para mim, você é e sempre terá este significado. Escrevo palavras que ninguém entende Tranquei me num mundo que não cabe outra pessoa além de mim e as lembranças você está em toda parte.
Leio seus textos tão bem construídos e vejo seus alíbis, dedicando os, "sem alma" a alguém que não toca seus instintos, no entanto, é aquilo que você consegue suportar. É o morno da causa; o gosto insonso da sopa de um doente, a certeza da cama para dormir depois de um longo dia de trabalho. O comodismo da alma; o sapato folgado que não faz calo, o sentimento sem paixão, que não atrapalha seu sono e não te faz não te faz sentir borbulhas no estômago como asas de borboletas se debatendo. voando dentro do âmago.
Eu sou o inferno que ferve sua alma e o os olhos insanos que te faz companhia na loucura. Sou as mãos que te incomodam e o quente, que de quente, queima, e o frio, que de frio, congela. Sou o desespero que suam suas mãos, a insonia que não te traz a paz A força que te impulsiona a mudar (tomar decisões perigosas), a boca que te afoga em águas que não sabe nadar. Sim! Eu sou o que não pode ser Eu sou o viço da vida naquele coração que já estava quase parando de bater.
Eu sou quem te espera.
Quem passará a vida te esperando.
Por quê
Porque esta é a única forma de não esquecer os pingos de chuva daquele final de tarde frio e quente por dentro. Das juras secretas que não se importavam mais com os olhos; e das palavras ditas numa despedida que prometeu leve meu coração e eu te deixo o meu.
Obs: Essas letras não são poesias. São reais e dedicadas a você, meu único e secreto amor.