Éramos tão unidas que usar o verbo no passado me soa muito mal.
Sempre definimos uma a outra como um presente que ganhamos durante a caminhada dessa vida.
Um presente para todas as horas: para rir, chorar, gargalhar, conversar muito seriamente e, com toda certeza, entender a vida em seu sentido mais profundo.
Sempre dissemos que éramos, uma para a outra, uma espécie de compilação de todas as explicações que precisamos ou que, algum dia que fosse, ainda iríamos precisar.
Nós fazíamos o sentido e a direção para onde iríamos com essa amizade.