Empilho meus sentimentos e, quando vou ver, já estou atolada neles.
Vou deixando tudo para resolver depois, até que o depois nunca chega.
Meu futuro já está uma bagunça, daquelas que pelo visto jamais serão organizadas.
Meus amores se misturaram com os ódios que carreguei na vida e, de tantas em tantas frustrações, já nem sei quem eu admiro mais.
Virei um museu de coisas que não deveria carregar mais, mas que insistem em ficar comigo, e eu, pobre coitada, aceito de bom grado.