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Ana Paula Zandoná

Ninguém disse que você não é bonito, inteligente e bom partido.
Você é realmente simpático e educado.
Mas isso não lhe confere automaticamente a chave mestra de todos os corações do mundo.
Nem a certeza de que poderá conquistar aquela mulher linda que você conheceu na festa de um amigo.
Ou que seu namorado nunca vai te deixar.
É bom saber que amor não é questão de mérito.
Você não o “ganha” porque obedeceu a papai e mamãe o ano todo ou porque largou o bico no Natal.
Nada disso caracteriza você um merecedor do amor eterno.
Aliás, não há provas de que quaisquer dessas qualidades te deem o melhor da vida.
Pense.
Mesmo o pé mais torto pode encontrar seu chinelo velho, e isso não é injusto.
Só porque aquele seu vizinho fofoqueiro vive um amor de cinema não significa que o universo conspira contra você.
Você, o último romântico, pode comprar flores vermelhas e as enviar com um cartão feito a mão.
Mas ela simplesmente não te quer.
Você pode ser sexy, descolada e amar futebol.
Mas ele simplesmente não dá a mínima.
E não é porque você não é bom o suficiente ou não mereça ser amado.
É porque não é ele.
Nem ela.
O amor é uma colisão de duas almas apaixonadas, livres e dispostas a viverem juntas.
É tudo questão de compatibilidade.
Então vamos parar com aqueles conselhos banais clássicos usados sempre quando o amigo termina o namoro: “Ela não te merece” ou “ele não é bom o suficiente para você” Não existe isso.
Não tem essa de merecer, de ser bom o suficiente.
Ele simplesmente não combina com ela e ela não suporta seus defeitos.
Ela preza a fidelidade, ele prefere companheirismo.
Ela gosta de ficar em casa, ele quer sair todas as noites.
E isso não distingue as pessoas de “merecedoras do amor eterno” e “fadadas a serem solitárias a vida toda”.
Você pode amar quem quiser, admirar quem quiser e buscar seu amor incessantemente.
E quer saber Você deve fazer isso! Mas o que você não pode é exigir que o outro te ame de volta porque você é uma pessoa incrível – e achar que ele é um idiota por não te querer.
Você merece o amor.
Eu mereço o amor.
Mas pelos motivos certos.

Hipocrisia dizer que aniversário significa maturidade; que o aprendizado é ligado somente aos erros cometidos; que errar é crescer.
Se todos crescêssemos e aprendêssemos com o que fizemos de errado haveria muitos sábios por aí.
O verdadeiro aprendizado é ligado à reflexão daquilo que se foi ou não vivido.
Aprendi que quem tem amor tem tudo; seja familiar, namorado, amigos.
O amor é o que move a vida e nos faz querer sermos melhor.
Aprendi que ser tachado de bonzinho nem sempre é ruim.
Aprendi que ser CDF é ótimo.
Eles são os que se dão melhor na vida.
Aprendi que ler é enriquecimento a nossa vida, de tal maneira que ninguém consegue tirar
E que receber dinheiro por ser inteligente é a forma mais admirável de ficar rico.
Aprendi que traição e falta de lealdade são uma das maiores crueldades que se podem cometer ao coração de alguém.
Aprendi que a gente se sente muito mal quando nos julgam por certas atitudes; e quem dirá quando o fizemos a alguém.
E que olhar torto para alguém não nos faz melhor.
Aprendi que existem algumas coisas que não deveriam se guardar no coração, mas são grandes responsáveis pela nossa mutante ideologia.
Aprendi que correr atrás do que se quer é preciso sempre; ninguém o faz se não nós mesmos.
Aprendi que quem desrespeita idosos são pessoas frias.
E que os pais são as pessoas as quais a gente sonha ser igual.
Aprendi que sorrir e ser educado são a alegria do dia de alguém, sobretudo da própria realização pessoal.
Aprendi que somos eternos errantes.
Estamos em incessante crescimento; e só não cresce quem tem a cabeça tão pequena a ponto de achar que o amadurecimento vem junto com os anos.

Nada soa mais ridículo que a inutilidade da vida.
Talvez não da vida por completo, mas do papel inútil que desempenhamos nela.
É até meio deprimente pensar nisso; no entanto, depois de um tempo analisando para que razão fazemos tudo o que fazemos enquanto vivos cheguei a essa conclusão.
Ok, nos formamos no ensino fundamental com mérito, no ensino médio com esforço, e na faculdade depois de 10 anos.
Mas cumprimos tudo, como manda o script.
No meio disso tudo, saímos a festas, nos divertimos, conhecemos pessoas, viajamos e etc.
Nós fazemos tudo como deve e não deve ser feito, orgulhamos nossos pais, arranjamos um emprego que paga bem e estamos "bem na vida".
Contudo, existe um certo vazio e um questionamento que permanecem: para quê Parece que vamos ser sempre escravos da vida.
Almejamos aquela liberdade tão utópica, e, aos poucos, percebemos duramente que ela nada mais é que MERAMENTE utópica.
Estamos presos ao nosso ciclo perfeito de vida, que parece nos sufocar cada vez mais, e não conseguimos nos libertar disso.
De que adianta termos um emprego legal se, por muitas vezes, o que devemos fazer é só seguir ordens De que adianta viajar e ver o mundo se voltamos para o nossa realidade que é tão mediana De que adianta obedecer a tudo para poder "estar bem na vida" se não é isso que queremos E, o mais intrigante: de que adianta filosofar tanto se nada vai sair do papel
O que eu vou fazer depois de terminar de escrever isso Dormir, acordar cedo, estudar e trabalhar.
O ciclo perfeito, que permanece e permanecerá imperfeito por bastante tempo.