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Gabriel Chalita

Escola da família: espaço da paz
Educação.
Conhecimento.
Saber.
Palavras capazes de operar milagres, revolucionar histórias e construir futuros condizentes com as expectativas sociais.
Um país comprometido com a educação de seu povo concede aos seus cidadãos a argila propícia à grande escultura coletiva responsável por moldar as nações verdadeiramente soberanas.
Nações executoras de uma obra prima imprescindível que é a herança maior das gerações que se sucedem.
O Governo do Estado de São Paulo está empenhado em proporcionar essa educação efetiva e eficaz cujo legado dará origem a um Brasil mais justo, fraterno e igualitário.
Brasil que se faz dia a dia por meio de desafios, idéias, projetos e ações como o Programa Escola da Família, lançado recentemente e que acontece todos os finais de semana nas mais de seis mil escolas da rede estadual de ensino.
Trata se de uma iniciativa tão inédita quanto ousada, fundamentada no compromisso de fazer da escola um ambiente acolhedor, familiar Um ambiente que possibilite uma educação multiplicadora, extensiva aos familiares dos alunos e a toda a comunidade do entorno escolar.
Um lugar que visa a retomar o espírito sagrado das academias gregas, onde alguns dos maiores filósofos de todos os tempos prepararam os aprendizes com vínculo, afeto.
Na Academia, no Liceu ou no Jardim de Epicuro o saber se misturava ao prazer.
Isso é educação.
Cultura, esporte, saúde, lazer, cursos e palestras que promovem geração de renda estão disponíveis nessa nova proposta de instituição de ensino.
Aos sábados e aos domingos, as unidades educacionais abrem suas portas e presenteiam a população do Estado com espaços e atividades que fornecem aprendizagem e entretenimento para seis milhões de alunos, somados aos seus familiares e aos 25 mil universitários que estão compartilhando seus conhecimentos com a comunidade.
Jovens que monitoram essas ações pedagógicas e recreativas.
Nesse contexto, o sonho de edificar uma escola de qualidade está agora mais próximo da realidade.
Uma realidade também integrada ao sonho da universidade gratuita.
Isso porque todos os milhares de universitários que atuam no programa somente alunos egressos da escola pública estudarão sem custos nas faculdades particulares parceiras desse empreendimento.
O Estado paga a metade, até o limite de 267 reais.
A faculdade assume a outra metade e o aluno, como contrapartida, trabalha em uma escola pública.
São duas grandes ações de enorme envergadura social: escolas abertas à comunidade e o acesso à universidade para os nossos aprendizes.
A democracia é a espinha dorsal do projeto, uma vez que a comunidade escolar escolhe as atividades que serão implementadas de acordo com as suas maiores necessidades, respeitando a cultura e os costumes locais.
É a escola como o espaço mais importante do bairro, da cidade, da região.
Parceiros de grande estatura acreditaram nesse sonho e partilham conosco do maior programa de cidadania escolar já desenvolvido neste país.
O instituto Ayrton Senna, a Unesco, o Faça Parte Instituto Brasil Voluntário e centenas de colaboradores espalhados por todas as escolas públicas estão caminhando ao nosso lado nesta jornada pela educação de excelência.
É a crença no envolvimento, na responsabilidade partilhada.
É a escola pronta para os desafios do século XXI.
O início teve o êxito que imaginávamos.
Escolas repletas.
Os universitários, os educadores contratados, pais, alunos e muitos, muitos voluntários que quiseram dar a sua parcela de contribuição para essa escola dos nossos sonhos.
A comunidade tem um novo e bom programa todo final de semana: ir à escola! Pais e filhos estudando juntos, convivendo, ensinando, aprendendo.
O Estado fazendo sua parte.
São 60 milhões de reais apenas neste semestre.
É um investimento de retorno garantido.
Investimento no ser humano.
Estamos qualificando para a vida e para o mercado de trabalho.
Esse é o diferencial da educação competente.
Como diz o governador Geraldo Alckmin: "O prédio é importante.
A construção é importante.
Cada biblioteca e cada laboratório são um auxílio precioso no desenvolvimento da aprendizagem.
Mas o essencial não é a obra de cimento e cal.
O essencial é a obra humana".
Professores, pais, alunos Esperança de um mundo em que a convivência seja menos traumática e mais afetuosa.
Uma convivência que pode ser enriquecida e solidificada nesta nova Escola da Família, neste novo espaço de paz.
Publicado no Jornal A Tribuna Santos

HOMENAGEM AO PROFESSOR: A ORIGEM DOS DIAMANTES
Professores são arautos.
Portadores que se ocupam em levar mensagens diversas aos receptores que, ao fim, simbolizam a esperança que depositamos em novos e melhores tempos.
Movidos por um altruísmo comum aos grandes personagens da História que comumente mesclam em sua jornada um misto de idealismo e capacidade de realização , nosso exército de mestres desbrava fronteiras e adentra aldeias indígenas, comunidades quilombolas, bairros movimentados das metrópoles.
Seja nos cursos mais elementares de alfabetização, seja nas universidades mais renomadas do País, sempre há a figura desse lapidador.
Desses homens e mulheres que, cuidadosamente, permitem que pedras brutas se transformem em jóias cujo brilho é capaz de iluminar o futuro.
Hoje é Dia do Professor.
Data que demanda reflexões sobre o que é realmente essencial no vaivém contínuo do processo ensino aprendizagem.
Momento de observar que, nas últimas décadas, o papel da escola foi ganhando novos contornos.
Novas alterações provenientes de métodos educacionais mais modernos.
Resultantes tanto da troca ininterrupta de experiências no setor quanto da consciência social em torno da importância da educação.
Do ensino de excelência nesta que é a Era da Informação e do Conhecimento.
São mudanças que ampliaram sobremaneira os horizontes.
Renovações que tiveram início com passos importantes rumo à democratização da aquisição de conhecimento.
Hoje, muitas escolas já estão informatizadas e, portanto, conectadas ao mundo.
Exigência de uma época que requer habilidades e talentos cada vez mais diversos, como a fluência em mais de um idioma.
É fato que o mercado de trabalho não tolera amadores.
E também é fato que a cobrança sobre a capacidade dos aprendizes recai sobre o professor.
Profissional de quem a sociedade exige aprimoramento ininterrupto.
Por esse motivo, é importante que os educadores relembrem os modelos referenciais do ensino de qualidade muitas vezes empregado ao longo da História.
É o caso do método utilizado por Aristóteles em seu desejo de formar uma geração de jovens éticos e, portanto, felizes.
O liceu do estagirita era um espaço privilegiado em que a virtude e a busca pelo meio termo permeavam as discussões filosóficas entre o educador e seus jovens aprendizes.
No mesmo diapasão, o filósofo Pedro Abelardo, nas escolas francesas, desafiava os estudantes a colocar em prática o potencial gigante, mas ainda adormecido, que habitava em cada um.
Mais recentemente, temos o modelo de Dom Bosco, mestre dos salesianos.
Verdadeiro professor que exaltava o amor como o único caminho para a educação verdadeiramente completa.
Mário Quintana, em outra seara, poetizava: "E no dia em que tratardes um dragão por Joli, ele te seguirá por toda a parte como se fosse um cachorrinho".
Por meio dessa metáfora tão bela quanto inusitada, o poeta nos ensina que é possível modificar para melhor os seres considerados mais amedrontadores.
Para isso, basta que recebam carinho e atenção como tratamento.
Em outros termos: se até um dragão pode ficar dócil, carinhoso, o que dizer de um aluno
Já Paulo Bonfim, outro artesão da palavra considerado o príncipe dos poetas brasileiros diz que a juventude precisa de um tema.
Um tema que a torne protagonista.
Um tema que a instigue a viver.
É como na arte: uma vez sem bons temas, as peças ficam sem sentido, os textos empobrecem, as danças perdem a magia.
Eis aqui nossa homenagem àqueles que são leais à missão de educar.
Sábios que não servem a um partido ou a um governo, mas sim à causa nobre da educação.
Servem a um sonho.
Talvez o mesmo vivenciado por Aristóteles, Abelardo, Dom Bosco: o sonho de lapidar diamantes.
Mestres que neste, e em todos os outros dias, acreditam que o esforço do trabalho será recompensado pela magnitude do resultado.
Pela beleza rara da jóia que começa a tomar forma, sempre, em suas mãos.
Publicado nos jornais Jornal da Tarde Tarde, Diário do Grande ABC, A Tribuna, Correio Popular e Vale Paraibano.

Respeito e admiração
Professor, professora.
Educadores.
Todo dia é dia do mestre! De quem ensina e de quem aprende.
De quem entende o sublime destino de caminhar ao lado das sendas do conhecimento, do aprendizado, do encontro com o novo, com o recontado.
Histórias do cotidiano de milhares de professores e professoras que nos mais diversos rincões exercitam essa magnífica expressão de amor: partilhar sonhos, medos, angústias, dúvidas, projetos, vida.
Agostinho de Hipona, famoso pregador medieval, ensinava por meio de sermões.
Dizia que o sermão era uma dívida de amor que deveria ser paga sempre.
O amor que transbordava, conhecimento vivo, vivificador.
Palavra poderosa que animava, isso é, dava alma aos fiéis ouvintes.
Rousseau, em Emílio, obra clássica da educação, clamava: "( ) uero ensinar o mais importante: quero ensinar lhe a viver".
É o amor que ensina a viver.
E isso não é utopia.
É o cotidiano dos nossos mestres nas salas de aulas.
Regentes de instrumentos diversos.
Uns mais afinados, outros mais arredios.
Mas todos com sua beleza.
É preciso talento: saber ouvir, puxar a corda até o ponto certo para que não fique frouxa nem arrebente.
Entender o tom e o modo de misturar tantas e tão diversas habilidades.
O resultado é a sinfonia que se nota nas salas de aula, lugar sagrado em que mestres e aprendizes vivem a poesia da vida.
Nietzsche falava dessa poesia nas menores coisas.
O olhar no olhar, por vezes distante e entristecido do aluno.
Por vezes agressivo, não por essência, mas por ausência.
Ausência de afeto, de projetos, de futuro.
Basta dar perspectiva aos jovens e eles se tornam gigantes.
E isso nós também percebemos em nossas escolas.
Dia do mestre.
O governador Geraldo Alckmin conta com entusiasmo sobre seus tempos de professor.
Histórias do curso de madureza.
Histórias da química orgânica, matéria que regia magistralmente como mestre que já antecipava o carinho e o respeito que tem pelas pessoas.
E é esse respeito que faz com que ele coloque a educação como a grande prioridade de seu governo.
E nesse diapasão multiplicam se os projetos e as ações.
A Escola da Família e o desafio de levar 6 milhões de famílias às escolas, nos finais de semana, para a difícil arte da convivência.
Aprendizado conjunto, eficaz.
25 mil bolsas de estudos para jovens carentes egressos de escolas públicas.
É praticamente uma nova universidade.
Além disso, a implantação da USP, na Zona Leste, e a ampliação da UNESP.
O crescimento das Faculdades de Tecnologia.
É o governo educador.
Sério.
Transparente.
Sabe que ainda falta muito, mas tem consciência de que educação é processo e não demagogia.
São Paulo tem os melhores índices de informatização escolar.
Enquanto no Ensino Médio temos 95% das escolas com computadores, a média nacional é de 38%.
É ainda o único Estado que garantiu o curso de graduação aos professores e agora lança o programa Bolsa mestrado para que o mestre que ensina possa aprender cada vez mais.
O investimento em formação continuada não pára por aí: o programa de inclusão digital possibilitou que 60 mil professores pudessem ter computador em casa.
Além disso, criamos programas como Teia do saber e Rede do saber.
A maior rede de videoconferência do País e uma das maiores do mundo com mais de 100 pólos de alta geração, utilizando a tecnologia para desenvolver a sensibilidade.
Dia do mestre.
Tarefa árdua e gratificante.
O que pensa o alfabetizador quando percebe os rabiscos se transformando em letras, palavras, pensamento O que sente o professor de matemática com as primeiras operações que se transformam em equações e demonstram a força do raciocínio E os primeiros estudos de ciências A curiosidade fremente nas descobertas do corpo humano.
Edificadores de uma história em construção perene.
Guerreiros medievais, artistas renascentistas.
A arte.
A magia da arte que leva ao palco, aos muros das escolas, aos corais que multiplicam essa sensibilidade que não pode ficar adormecida.
E a literatura A história dos sentimentos.
História contada por filigranas de quem enxerga um pouco mais e transforma o cotidiano em uma inesquecível narrativa.
E assim sucessivamente.
O conhecimento se avolumando e dando maturidade aos navegadores que ainda temem deixar o porto seguro.
É preciso pensar com liberdade.
Aluno não é receptáculo de conhecimento.
É águia ensaiando vôo.
Respeitar e valorizar o mestre é tarefa de todos.
Governo e sociedade.
Se há professores que não ensinam e que não têm o grande compromisso de educar, essa minoria não pode tirar o brilho da grande plêiade de mestres que dedicam a vida à arte de fazer pessoas felizes.
Arte de amor Como os sermões de Agostinho de Hipona, a educação cotidiana de Rousseau e a poesia da simplicidade de Nietzsche.
Publicado no jornal Diário de S.
Paulo

A invasão da paz
É momento de paz! O mundo clama.
A sociedade anseia.
Paz.
Viver e conviver em harmonia, sem medo, com equilíbrio.
É necessário promover a invasão da paz.
Bem vinda invasão, para reforçar os laços afetivos entre escola e comunidade.
Invasão total: seis mil escolas da rede, em todos os municípios do estado, abrirão as portas, permitindo, incentivando a ocupação do espaço pela comunidade nos fins de semana, no início do próximo semestre letivo.
São esses os objetivos do projeto Escola da Família: Espaços de Paz, parceria entre Secretaria da Educação, Unesco e Instituto Ayrton Senna, que também vai envolver faculdades particulares e seus alunos vindos da rede pública, educadores contratados pelas Associações de Pais e Mestres, além dos milhares de voluntários que já entenderam a missão da partilha e o trabalho de amor.
Daí sairão equipes de planejamento e monitoria de atividades para todos interessados, nas escolas abertas aos sábados e domingos.
Há tempos acontecia encontrar, após o fim de semana, desagradável surpresa na volta à escola.
Arrombamentos, documentos furtados apenas pelo estúpido gosto de fazer o mal, já que nenhum proveito deles se poderia tirar.
Sujeira, pichações nas paredes, equipamentos inutilizados, isso produzia, nos que lidavam com esse quadro, sensação de inutilidade de esforços.
Para eles parecia repetir se o castigo de Sísifo, conforme a tradição da mitologia grega.
Castigo que consistia em empurrar enorme pedra ladeira acima para, em chegando ao alto, ver a pedra rolar ladeira abaixo, descer atrás dela, começar tudo de novo.
Era preciso limpar, arrumar, improvisar, rápido refazer condições para retomada do funcionamento, porque os alunos ali estavam, prontos para suas atividades normais.
Dever cumprido com a consciência da pendente ameaça de ter de fazer tudo outra vez na seguinte segunda feira.
Ameaça que se concretizou muitas vezes.
Fechada nos fins de semana, a escola parecia dar as costas à comunidade.
Alguns de seus menos amigáveis membros forçavam, de modo criminoso e prejudicial a todos, a abertura da escola, promovendo essas invasões indesejadas pela esmagadora maioria.
O argumento fundamental do Escola da Família: Espaços da Paz é a certeza que o isolamento nunca será suficiente para garantir a segurança e a proteção da escola, ao lado de outra certeza: o que atingir a escola estará ferindo a comunidade num dos seus pontos essenciais.
Somente a presença e a ampla participação da família e da comunidade, que é a família ampliada, no interior da escola vão garantir a proteção e a segurança desejadas, para escola e comunidade.
Um espaço de paz e convivência que muito depressa transcenderá aqueles muros.
Quando os envolvidos tiverem a certeza de que a escola é órgão vivo e vital dessa mesma comunidade, estarão prontos a defendê la como se estivessem defendendo suas próprias casas e essa será de fato uma garantia.
É a consciência do pertencimento.
A escola pertence à comunidade.
Isso ficou provado pela sensível queda de índices de violência no entorno das escolas que já desenvolvem atividades durante o fim de semana.
A decisão sobre as atividades oferecidas a esses novos e bem vindos invasores dos sábados e domingos não será tomada à distância, mas no local, pela própria comunidade.
O projeto prevê atividades esportivas e recreativas, culturais, de treinamento e qualificação para o trabalho e de informação para melhoria da qualidade de vida.
A esperança neste projeto é ver dele surgir pessoas interessadas em diversas modalidades esportivas, quem sabe até um atleta de destaque, grupos de teatro, de música, muitos e muitos leitores, poetas expondo e trocando trabalhos, rádios comunitárias fazendo reverberar em ondas cada vez mais amplas as novas possibilidades e idéias que com certeza surgirão nesses alegres fins de semana dentro da escola de portas abertas.
E também gente habilitada a procurar novas possibilidades de colocação na dura luta pela sobrevivência.
Filhos ensinando pais a utilizar o computador.
A magia da convivência, a energia transformadora do afeto capacitando gente a se cuidar melhor, gostar mais de si mesma, viver com mais saúde, saber como melhor aproveitar variadíssimos recursos colocados ao seu alcance.
É o grande desafio da escola.
Ser um centro de luz que irradia para toda a comunidade.
Uma escola atraente, acolhedora.
Cecília Meireles já sonhava, nos idos de 1930, com uma escola que tivesse a poesia das goiabeiras e mangueiras, o canto e a liberdade dos pássaros, o encanto e a cor dos girassóis e margaridas.
Este é um desafio de todos.
Professores, funcionários, pais, alunos, comunidade Todos que têm a consciência dessa divina invasão da paz.
Publicado no Diário de S.
Paulo