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Ninna Carpentier

EXERCENDO A GRATIDÃO
Eu preciso me lembrar de agradecer.
Há milhões de motivos para se alegar, mas estamos sempre preocupados com o que ainda não aconteceu, com as conquistas que ainda não alcançamos e com as coisas que não estão dando certo.
A vida fala “sim” toda hora pra gente, mas focamos a nossa concentração no “não”.
Eu quero tantas coisas da vida que muitas vezes eu me esqueço de agradecer por tudo que eu já tenho.
Entre um sonho e outro para realizar, eu me pus a refletir sobre tudo que já vivi até aqui.
Eu sou uma sobrevivente! Coleciono dias muitos dias ruins, mas nenhum deles superam aqueles incríveis e muito bem vividos.
Eu posso, sem meias palavras, dizer que exercitar a gratidão ressignificou a minha existência.
Estou falando de energia, algum tipo de movimento universal que os sentimentos bons parecem provocar.
Não sei explicá lo e não me atreveria, mas posso comprová lo, todos os dias, na minha própria vida.
Lembramos tão fácil que precisamos ir ao banco, levar as crianças na escola, organizar as dívidas, ficar de olho nos editais de concursos, aproveitar as promoções de postos de combustíveis Que parece não sobrar tempo para mais nada.
O que deveria ocupar a maior parte do nosso tempo: a felicidade simples, modesta, sem grandes motivos ou grandes acontecimentos, dá lugar à rotina que parece pisotear a gente.
Não estou aqui pra tentar te convencer que a vida é fácil.
Administrar os problemas é perturbador.
E nós somos uma fábrica deles.
A gente reclama de coisas que nós mesmos criamos.
E muitas vezes o que não está bom, fica pior ainda.
Apesar dos pesares todos, a vida é boa gente! É sim! Ruim são algumas pessoas, inclusive eu mesma.
E tudo bem também.
Pouco a pouco a gente vai desenvolvendo um jeito de lidar com elas e com os nossos defeitos.
A gente também aprende a lidar com algumas coisas que sentimos, tipo a saudade que dói, as decepções, a fé que às vezes falha e o amor que nos transborda.
Vamos sempre manter um plano B, porque assim, a gente vai crescer sempre.
Quando a gente se concentra no “sim”, a mágica acontece.
A vida sorri de volta.
Tenho sorte em ter amigos para ouvir meus áudios de 5 minutos, o meu filho que me dá base para me manter motivada, um emprego que financia parte dos meus sorrisos, mesmo remunerando muito pouco da minha felicidade.
A gratidão é a grande propulsora da sorte.
A vida te trata como você se trata.
Agora por exemplo: estou feliz em poder escrever a minha história e despreocupada se vai ter ou não alguém pra ler.
Gratidão por conseguir desembaralhar as ideias juntando palavrinhas.
É como um afago de Deus em mim.
Bem mais que o uso de “gratidão” das legendas do Instagram, esse é um “obrigado” real e sincero.
O mundo é melhor quando somos gratos, mas, se não acredita, vai lá e tenta! Boa sorte!

NAMORADA DE SURFISTA
Depois dessa viagem eu descobri um pouco mais sobre o amor.
Volto decidida a viver, ou estar próxima de quem realmente "vive".
Numa psicodelia saudável – tal qual essa foto – de uma existência sempre em contato com a natureza.
Ser namorada de surfista é conhecer praias quase que desertas.
É viajar para destinos paradisíacos antes deles serem tomados pelo dinheiro que acompanha o turismo exaustivo.
É poder sair de Havaianas e bermuda, agarrada a um mega material técnico dentro mochila.
Tralha suficiente para ir morar na lua.
Ele não sabe muito bem pra que aquilo tudo serve, mas sempre serve!
Ser namorada de surfista é acompanhá lo nos dias de semana, que é quando a praia está mais vazia.
Eu sempre dou a maior força para ele ir surfar, porque enquanto eu o espero na areia, estou certa de que no regresso ele vai estar calmo, bem disposto e feliz.
Felicidade estampada naquelas covinhas!
Estamos sempre na função, na logística das marés e previsões meteorológicas.
Onde, se tudo vai bem, eu vou também! Como uma mini lua de mel – só que periódica.
Alojados preferivelmente numa barraca maneira que nos reserve o privilégio da brisa do mar, ao invés de um milionário resort que costumo comparar à um presídio, só que de lazer.
Mal posso esperar até ver outras tartarugas, amendoeiras, jequitibás centenários e araras azuis.
Pra acordar onde o vento sopra, onde a água é fria e o sol nasce às 5:00 da manhã no morro.
Ser namorada de surfista é dividir a minha bagagem com as pranchas e ter a esperança de numa dessas trilhas dar de cara numa praia com ondas.
Onde ao fim da noite ele me traz sal e areia para a nossa cama.
Bastante combustível também pra apaziguar a adrenalina! Uns afagos entre malas e bermudas cheias de parafina.
" Você não tem ciúmes " Ah é difícil não ter ciumes daquela delícia de corpo moreno, mas o que divide o olhar do meu garoto não são as curvas das mulatas de praia, e sim as curvas da motos e das incontáveis pranchas guardadas no quartinho.
Ser namorada do praiano é só para quem gosta de todas essas condições.
Não do surf, nem do mar, nem da praia, nem do pico, mas pra quem gosta – único e exclusivamente – do surfista.
#blogdaninna